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quarta-feira, 9 de maio de 2012

Vem aí a “I Trilha Pelas Minas da Serra do Navio”. Prepare seu bruto!


A histórica vila de Serra do Navio, que já foi considerada um modelo de urbanização
O Jeep Clube de Macapá lançará nos dias 19 e 20 deste mês mais um circuito que promete muita adrenalina, lazer, diversão e encantamento. Trata-se da “I Trilha Pelas Minas de Serra do Navio” um arrojado projeto que além de muita lama, montanhas, banhos de lago e confraternização, o incremento do turismo de aventura, do ecoturismo e do turismo de contemplação, pois trata-se de uma das mais belas regiões do interior do Amapá, considerada o portão de entrada do Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque, a maior área de preservação do planeta.
Segundo o coordenador da programação, o jornalista Cleber Barbosa, que é natural da Serra do Navio, a idéia é aproveitar o enorme potencial para trilhas das antigas minas de minério de manganês que por quase 50 anos foram exploradas pela mineradora Icomi S.A. “Desde pequeno que a gente percorria aquelas montanhas com meu pai, que é mineiro aposentado e ainda hoje mora na Serrra, um apaixonado pelo lugar como tantos outros. Vai ser uma volta ao passado inesquecível e será maravilhoso poder dividir isso com os irmãos jipeiros”, diz.
A trilha deverá visitar pontos turísticos como a Lagoa Azul, nas antigas minas de Serra do Navio
Um dos pontos altos da trilha – litertalmente – será acessar a mina denominada A-3, uma das mais altas do lugar e que há mais de 15 anos não é visitada. Segundo a coordenação da trilha, a ida até esta mina deverá garantir uma das mais encantadoras vistas da vila de Serra do Navio, que outrora foi considerada um modelo de urbanização, de saneamento e controle de zoonoses, com o projeto arquitetônico tendo sido premiado em várias partes do mundo.
Recentemente o Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico Nacional) reconheceu a importância histórica de Serra do Navio, que foi tombada oficialmente. A partir dessa declaração o município poderá acessar recursos federais para sua revitalização. Segundo a atual prefeita, Francimar Silva (PT) trata-se de uma oportunidade ímpar para que a cidade recupere todo o charme e encantamento que sempre marcou sua trajetória.
Foto antiga da exploração do minério de manganês na Serra do Navio, pela mineradora Icomi S.A.
A gestora municipal também acaba de confirmar para 2013 a realização em Serra do Navio do Fórum Nacional de Cidades Históricas, quando representantes de outras importantes cidades históricas do Brasil poderão conhecer o lugar e sugerir alternativas para o incremento econômico a partir do turismo. “E vejo que a vinda dos jipeiros acontece em um bom momento para a gente desenvolver o turismo esportivo por aqui. Eles serão muito bem vindos e poderão virar uma atração a parte quando o Fórum das Cidades Históricas acontecer no próximo ano”, disse a prefeita.

Olha o que a revista Overmundo escreveu sobre o Jeep Clube de Macapá


Reprodução da revista Overmundo

Em sua página na internet, denominada “overblog” a revista de circulação nacional Overmundo publicou um belo texto com considerações a respeito do Jeep Clube de Macapá, inclusive com comentário de uma jipeira, a Socorro Rocha. A matéria é assinada pela jornalista Carol Assis. Acompanhe a seguir a publicação.
 O Jeep Club de Macapá une lazer e responsabilidade social em suas expedições. Da lama ao caos jipeiros descobrem em seus carros uma visão à parte das estradas do Estado. Fundado em dezembro de 2004, incorporou como associados os membros do Jeep Clube de Amapá, cerca de vinte pessoas.
Hoje a entidade dirigida por João Cruz (presidente) e Rodrigo Soares (vice-presidente), tendo ainda Manoel Mandi (presidente de honra). Reúne 48 associados e suas ações não se limitam à organização de passeios de lazer.
O clube conseguiu uma pista no Parque de Exposições da Expo-feira, onde todos os sábados acontecem disputas Off-road Indor, ou seja, competições com marcação de tempo em pista de obstáculos. Qualquer pessoa pode participar, mesmo não sendo associado ao Jeep Club de Macapá.
E quem quiser fazer parte da entidade deverá participar das reuniões que acontecem toda 4º no Complexo do Araxá, passar por um processo de apreciação e ainda ir com a galera á uma das expedições. Lembrando que o clube não aceita somente os jipes, qualquer carro 4X4 é bem vindo. 

Por que ir
“Além disso, o Jeep Clube também tem intuitos filantrópicos, de utilidade pública e ambientais em suas expedições”, explica Socorro Rocha, tesoureira da entidade.
Socorro explica que a parte filantrópica geralmente se desenvolve através de campanhas feitas em parcerias com outras instituições. Um exemplo foi a campanha de vacinação realizada no Cajari, na região do Jarí, quando o grupo levou vacinas a regiões de difícil acesso”, disse ela.

terça-feira, 8 de maio de 2012

Eles estão chegando: jipeiros de Campinas rumo a Oiapoque

Anúncio oficial da Expedição a Oiapoque

O Blog Sou Jipeiro recebeu hoje esta mensagem promocional enviada pelo colegaHugo Calixto hcscampinas@gmail.com, que é o coordenador deste grande expedição de aventureiros de vários estados do Brasil rumo à fronteira do Brasil com a Guiana Francesa. A aventura contará com o apoio institucional do Jeep Clube de Macapá e claro, cobertura especial do nosso Blog.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

Domingo é dia de trilha. Esta foi no Pinhal da Rodovia AP-070

A concentração dos jipeiros ocorreu neste posto de combustíveis na zona norte de Macapá
Os jipeiros aproveitaram o domingo (06) para cair na trilha. Desta vez foi na Trilha do Pinhal, localizada no km 37 da Rodovia Alceu Paulo Ramos, AP-070. Lá o forte é o fato de ser um local praticamente virgem, ou seja, não houve intervenção do homem e as dificuldades são impostas pela mãe natureza. Levando comida e bebida para passar o dia junto à natureza, os jipeiros e seus familiares encontraram um belo dia de sol e muita diversão. Acompanhe um pouco deste típico dia jipeiro nos registros fotográficos do piloto Nazareno Silva, o popular Animal.
Jipeiros num descontraído bate-papo antes da saída para a Trilha do Pinhal
A descontração permeia as relações entre os jipeiros amapaenses
A roda-livre do jeep do Claudio quebrou e o amigo Jorge, que é mecânico, consertou, claro.
Olha o belo visual da Trilha do Pinhal, tomada com a chegada dos jipeiros ontem (06)
As vantagens de serem jipeiras. Elas não ficam em casa de jeito nenhum e se divertem!
A trilha vai sendo vencida e os brutos passam para o lado de cá do mundo
Foram tantos reboques que a turma nem percebeu que o dia estava passando
Não me pergunte também. Não sei da onde inventaram essa pose para tirar a foto...
As atolagens são a oportunidade perfeita para os jipeiros praticarem as técnicas de desatolagens
A fila de jipes atolados foi aumentando. Cinta neles moçada!
Sabe aquela história do pênalti no futebol? De ser batido pelo presidente? O jipe do nosso presidente também atola.
Constatação surpreendente: cabo de aço rasgou o pára-choque deste Jeep Willys

O humor negro na hora de ser rebocado, coisas jipeiras

Dá uma olhada no adesivo provocativo no carro do Marcelo, um tirador de onda...
O piloto Marcelo Smith, dono de um jipe Toyota Bandeirante, como todo bom jipeiro usa e pratica o bom humor seja nos compromissos do Jeep Clube de Macapá, seja na vida pessoal. Mas tem um adesivo que ela pregou na traseira do seu carro que dá o que falar. Seu jipe costuma ser usado como Safety Car das competições e trilhas jipeiras, afinal é todo preparado, com pneus especiais, cinta, guincho e etc. O duro para quem está sendo rebocado por ele é ler a frase que diz: "TU NÃO VEM MAIS!!!

Jipeiros viajam em caravana para ajudar a Apae do Jari

Cadeirante fala à reportagem do canal Amazon Sat, que acompanhou toda a viagem dos jipeiros
O Jeep Clube de Macapá esteve na semana passada levando mais que donativos e atendimento à saúde, pois todo o carisma dessa turma de aventureiros garantiram também calor humano e amor ao semelhante, afinal a manifestação dos assistidos pela Associação de Pais e Amigos de Excepcionais (Apae) do município de Laranjal do Jari deu a certeza de que os jipeiros são sempre bem vindos. A jipeira Perpétua Mourão cedeu gentimente as fotos tiradas neste final de semana inesquecível para todos os colegas jipeiros. Uma experiência humana única, pois apesar das limitações motoras daquelas crianças e adolescentes, todos expressavam a alegria de estar na companhia deste visitantes especiais, os jipeiros.
Jipeiros Rodrigo e Mourão desembarcam os donativos na chegada ao prédio da Apae do Jari
No sábado pela manhã chegou um segundo grupo de jipeiros para a ação social no Jari
Mais donativos foram levados pelo segundo grupo de jipeiros para os assistidos pela Apae
O presidente do Jeep Clube, João Cruz, concede entrevista a equipe de reportagem do Amazon Sat
Setados à mesa no prédio da Apae, jipeiros almoçam após a longa jornada até Laranjal do Jari
Aspecto do almoço na sede da Apae do município de Laranjal do Jari
Mas a viagem também registrou paradas em balneários como o belíssimo Sombra da Mata
Jipeiras Perpétua Mourão e Socorro Cruz, no balneário Sombra da Mata
A concentração jipeira é necessária para organizar o comboio da volta para Macapá
Jipeiro e macânico, Papagaio é sempre requisitado para uns serviços voluntários, claro.
Paradas em pleno "ramal" como é conhecido este trecho sul da BR-156
Papagaio também é um exímio dançarino, uma diversão à parte na viagem
A viagem mata adentro garante um visual especial para os aventureiros jipeiros
Nesta imagem, o antigo "ramal" aparece sendo alargado e futuramente será asfaltado
Para piorar, quer dizer, para melhorar, a chuva garantiu condições mais favoráveis a uma viagem jipeira
A cada pane em um bruto, nova reunião para se confraternizar e tirar fotos, claro.
No Maracá, nova parada para fazer um lanche rápido e amenizar a fome
Um bom sinal foi ver as castanheiras agregando valor ao produto, comercializado no Maracá
A belíssima paisagem do interior do Amapá, no trecho sul da BR-156
Piloto Gilson Cohen com sua filhinha ao volante: paixão repassada de pai para filha
Como estava de passageiro, piloto PPG completa o fluído do radiador, quer dizer, da barriga

Depois de uma parada Blog volta a ter atualizações diárias.

A partir de hoje retomamos a rotina de atualizações do Blog.
Depois de uns dias de folga as postagens do Blog estão de volta. Pedimos desculpas, mas era preciso também dar uma arrumada na instalação elétrica da redação e foram inúmeras as manifestações dos leitores a respeito da volta de atualizações. Agradecemos o carinho de sempre e renovamos o compromisso de trazer para este espaço as notícias, alertas, esclarecimentos e divulgações tanto do Jeep Clube de Macapá como também do mundo Off-Road em geral.

O editor.

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Composição da Estrada de Ferro do Amapá descarrila no km 35

          Texto e fotos Cleber Barbosa
Foto feita na terça-feira, feriado do 1º de maio, às margens da Estrada de Ferro do Amapá
Sem comemorações oficiais pelo Dia do Ferroviário, transcorrido na segunda-feira, e em pleno feriado do Dia do Trabalhador, os funcionários da Estrada de Ferro do Amapá (EFA) cumpriram ontem a dificílima missão de colocar os trens na linha, literalmente, pois mais um descarrilamento foi registrado, à altura do quilômetro 35 da linha férrea, no trecho Santana/Porto Grande.
As imagens feitas pelo Blog no local do acidente mostram aquilo que ferroviários antigos e moradores do entorno da EFA já constataram há tempos, ou seja, a manutenção das linhas é deficiente. Nada explica os trilhos abrirem e a composição de vagões de minério ruir, tombando perigosamente para fora da linha.

Com o acidente parte do carregamento de minério de cromo vazou para o meio ambiente
No acidente do feriadão, os vagões carregavam toneladas e toneladas de minério de cromo, um serviço extra que a atual controladora da EFA, a mineradora Anglo American, presta a outras empresas do ramo. A extração de cromita vem da região da mina de Vila Nova, em Porto Grande. A Estrada de Ferro do Amapá tem pouco mais de 50 anos e foi construída pelo consórcio formado entre a Indústria e Comércio de Minérios S.A. (Icomi) e a norte-americana Bethlehem Steel Company. A Anglo passou a administrar os trens em 2008, depois de ter adquirido os ativos da MMX, em uma transação liderada pelo bilionário Eike Batista, no valor de U$ 5,5 bilhões.

O inesquecível Ralph Medellin em sua segunda casa, o escritório na EFA, em Santana (AP)
Foi para aquela empreitada, de abrir uma linha férrea em plena floresta amazônica, que surgiu a figura de um californiano de origem hispânica, Ralph Medellin, que atuara em grandes obras nos Estados Unidos e que se voluntariou vir para o Amapá pela paixão em conhecer o Rio Amazonas. Atuou na EFA desde a construção e só parou depois de morrer, aos 86 anos, tendo sido responsável pela manutenção e funcionamento dos trens até seu desenlace, em 2007. É considerado um dos mais dedicados ferroviários do Amapá.



A história da Estrada de Ferro do Amapá

        Fotos Google Imagem; Texto Wilipedia
Foto histórica da chegada das primeiras locomotivas da EFA no Porto de Santana
A Estrada de Ferro Amapá foi construída para transporte de minério de manganês na década de 1950, possui e extensão de 194 quilômetros e locomotivas diesel-elétrica, sendo a única ferrovia de carga de bitola standard (1,435 m) no Brasil. Foi inaugurada em 1957, tem por principal objetivo o transporte do minério de manganês extraído e beneficiado na Serra do Navio, Estado do Amapá, que é embarcado para exportação pelo Porto de Santana, em Santana (Amapá).
Augusto Antunes e o presidente da República Costa e Silva, durante visita à EFA
Em 1947 a Empresa Indústria e Comércio de Minério S.A. - ICOMI venceu a licitação para exploração do manganês na Serra do Navio, noTerritório Federal do Amapá. Em 1950 a empresa norte-americana Bethlehem Steel Company, se tornou sócia com 49% do empreendimento, sob a alegação que o projeto carecia de maiores investimentos e conhecimentos técnicos. A ferrovia começou a ser implantada em março de 1954 e foi concluida em janeiro de 1957.
Em 1980 a Bethlehem vendeu sua participação para a Caemi, sendo a exploração de manganês encerrada em 1997. O trem continuou a circular transportando modesta quantidade de cromita e o passageiros.
Concessão Inicial - Outorga de concessão pelo Decreto n.º 32.451, de 20 de março de 1953, que tem como objeto conceder à Empresa Indústria e Comércio de Minério S.A. - ICOMI, a construção, uso e gozo de uma estrada de ferro que, partindo de Porto de Santana alcance as jazidas de manganês existentes na região dos Rios Amapari e Araguari, no Amapá.


Nova Concessão - Em março de 2006 a MMX Mineração e Metálicos assume o controle da EFAmapá, vencedora do processo licitatório por meio da Acará Empreendimentos e será a nova administradora da ferrovia por vinte anos. O valor da concessão, de 814 mil reais, foi pago no ato da assinatura do contrato. A MMX Logística ofereceu garantias de 7,8 milhões de reais para operar o contrato, e está obrigada a fazer investimentos de 40,7 milhões de reais nos 193 quilômetros de estrutura ferroviária do Amapá nos próximos dois anos. O valor total da operação é de 157,9 milhões de reais.
O contrato prevê que a MMX Logística invista, nos próximos dois anos, na recuperação das estações ferroviárias entre Santana e Serra do Navio, revitalize todo o leito da ferrovia com troca de trilhos, assim como modernização dos vagões e da sinalização em todo o trajeto. A empresa também será responsável por dotar os vagões cargueiros de melhores estruturas para transporte de minérios e produtos agrícolas. Entre os novos investimentos está a compra de 82 novos vagões, junto a Iochpe-Maxion.


Transporte realizado - Em 1997 transportou 84 mil passageiros e um milhão de toneladas de mercadorias (minério de manganês, ferro-silício, dormentes, areia, explosivos, etc.), equivalente a 194 milhões de TKU, empregando 40 funcionários


Locomotivas - A EF Amapá possui cinco locomotivas diesel-elétricas, sendo quatro SW1200 numeradas de 1 a 4, construidas em 1955 (nº1-3) e 1966 (nº4) e uma SW1500 construída em 1971 (nº5) pela GM EMD. Informações divulgadas dão conta da compra de sete locomotivas C30 ou B30usadas no México (ex-Ferrocarriles Chiapas-Mayab), que viriam substituir as velhas manobreiras nos serviços transporte de minérios.

O fundador da Icomi e construtor da Estrada de Ferro






AUGUSTO TRAJANO DE AZEVEDO ANTUNES

(89 anos) Empresário
* São Paulo, SP (29/09/1906)
+ Rio de Janeiro, RJ (06/08/1996)








Augusto Trajano de Azevedo Antunes nasceu em São Paulo em 29 de setembro de 1906, era filho de Gabriel Oscar de Azevedo Antunes e Maria da Conceição Pereira, foi casado com Sylvia Penteado e tiveram dois filhos, Beatriz e Augusto César.

Juscelino Kubitschek recebe das mãos do Dr. Augusto Antunes, uma placa alusiva ao primeiro embarque de manganês do Porto de Santana, ocorrido em 10/01/1957, transportado pelo navio Areti-XS – Baltimore, que havia chegado no dia 9 e saiu no dia seguinte, levando 9.050,05 toneladas. A cerimônia foi presenciada pelo Dr. Amilcar da Silva Pereira, que na época era o Governador do Amapá.

Formou-se Engenheiro Civil Eletricista pela Escola Politécnica de São Paulo no ano de 1930, iniciando suas atividades profissionais na Secretaria de Viação e Obras do Estado. No ano de 1938 transferiu-se para o estado de Minas Gerais, dedicando-se à área de mineração e fundando em 1942 a empresa Indústria e Comércio de Minérios S/A (ICOMI), assumindo a Direção Técnica.
Decorria o ano de 1946, quando manteve os primeiros contatos com o governador do Território do Amapá, capitão Janary Gentil Nunes, interessado nas pesquisas minerais da região. Augusto Antunes visitou os locais onde foram localizadas as minas de manganês, acompanhado de Homero Charles Platon e Mário Cruz, levando quantidade expressiva de minério para exames laboratoriais.
Augusto Antunes e Janary Gentil Nunes

Em 6 de dezembro de 1947, representando o grupo ICOMI, assina na representação do Governo do Amapá, no Rio de Janeiro o contrato de exploração das minas de manganês da Serra do Navio estando presentes ao ato o governo do Amapá, ministros, deputados e senadores. O início das atividades da empresa no Amapá ocorreu em 1948, com a chegada da equipe técnica, composta de engenheiros americanos, holandeses e ingleses que espantaram a população por nada entender do que falavam ou o que queriam. Em 1949 começaram a chegar a Santana os navios carregados de ferragens e equipamentos. Em 15 de novembro de 1950 o Congresso Nacional referendou os termos do contrato de exploração do minério de manganês pela ICOMI.
Augusto Antunes acompanhou passo a passo a implantação dos trabalhos em Macapá, acompanhando o governador durante a inauguração da vila de Santana, do pier de desembarque, da estrada de ferro da vila de Serra do Navio, do primeiro embarque de minério e outros eventos importantes.
Ficou conhecido do povo amapaense pelo seu apoio à educação, saúde, transporte, lazer e segurança às populações residentes na área de atuação da empresa, começando de Santana até a Serra do Navio, transformando-se em um dos personagens importantes da história do Território do Amapá.
Sua morte ocorreu em 17 de setembro de 1996 e foi sentida por todos os pioneiros que assistiram à epopéia desse eminente paulista no Amapá.

Fonte: Porta Retrato (Macapá/Amapá de Outrora)
Extraído do site: Famososquepartiram.com


Nota da Redação: Jeep Clube também é cultura e os velhos trens da Estrada de Ferro do Amapá, a EFA, representam mais que isso, são expoentes também da história, da economia - pois ainda hoje transportam não apenas minérios mas também a produção agrícola dos produtores rurais da região da Perimetral Norte -, como também exercem um grande papel social, no transporte de passageiros. O editor.